*Bárbara entra no ônibus e senta entre duas evangélicas… *
1: evangélica com mais ou menos 16 anos;
2: evangélica com mais de 40 anos.
B: eu mesma, claro…
1: Pois é. Nem fico em casa. Passo o dia inteiro estudando, trabalhando ou fazendo conservatório.
2: Lá no conservatório faz de tudo, não? O que você faz?
1: Teclado, mas ano que vem vai ser obrigatório também o estudo de canto.
2: Nossa, mas eu acho lindo teclado e canto. Nada a ver com essas músicas do mundo.
1: *sem graça, em silêncio* é…
2: Ta tendo inscrição lá? Quero colocar o Ismael (suposto filho) também.
1: Mas o que ele quer estudar?
2: Eu quero que ele estude teclado.
1: Mas ele gosta de teclado?
2: Erm… gosta. Ele quer tocar bateria, mas eu não quero botar ele pra fazer essas coisas do mundo.
1: *sem graça, em silêncio²* ah, tá…
B: * ¬¬ *…
2: Eu quero que ele faça teclado por que não quero mais que ele faça basquete. Nem quero ele fazendo essas coisas do mundo. Não que basquete seja pecado, mas eu quero criar ele pra igreja, pra Deus, nada dessas coisas que você sabe no que dá… E não quero deixar ele desocupado na rua um minuto.
1: *sem graça, em silêncio³* entendi…
2: Imagina ele tocando bateria, isso não é coisa de Deus…
B: * o.O engasga com o gloss e desce no ponto seguinte* …
Esse não era meu ponto. Na verdade decia 5 pontos à frente, mas esse diálogo, resumido acima, me causou náuseas. Eu já frequentei três tipos de igreja antes de resolver não ter nenhuma religião, e confesso que nem na evangélica vi alguém tão ignorante à ponto de falar que basquete não acrescenta nada de útil na vida de uma pessoa. Eu não pratico basquete, mas conheço o esporte suficientemente pra saber que alguém de ser um esporte e trazer benefícios para a saúde o basquete é um percursor de sucesso, afinal pessoas que praticam esportes tendem à ser mais persistentes, perseverantes e responsáveis. Sem contar as centenas de outras vantagens proporcionadas pelo esporte em geral.
Me intriga pensar qual é o plano de vida que uma mãe dessa tem para seu filho. Ainda que seja em proporções irrelevantes uma mãe tem que ser ambiciosa ao planejar o futuro de um filho, ou ao menos deixar que o próprio o faça de sua maneira.
Enquanto caminhava os 7 quarteirões que antecipei por conta do diáogo ignóbil presenciado momentos antes não resisti a tentação e comecei a imaginar o futuro dessa criança após alguns anos caso a mãe permanecesse imutável até então. Provavelmente seria uma pessoa mal sucedida, exercendo qualquer função sem muita perspectiva por conta do preconceito religioso da mãe, que por sinal mencionou também na conversa que jamais permitiria que o filho estudasse biologia por ser a ciência que afronta e questiona a existência de Deus.
Nessa hora penso também na vida que tenho, no rumo que estou tomando. Graças à meus pais que são extremamente liberais sou uma pessoa normal, um pouco antisocial, talvez, mas consicente das minhas responsabilidades, livre de qualquer vício psicológicamente maléfico e prestes a completar 21 anos sem ter sido fichada na polícia…
Pois é, moral da história: deixem seus (futuros) filhos fazerem seu futuro e planejarem seu destino. A confiança gera responsabilidade, acreditem…
Mudando de assunto…
Bem, lições de moral à parte vamos falar sobre o blog. Como podem ver mudei o visual do blog. Quem já me conhece sabe que sou assim. ^^
Arrumei os menus. Agora ali tem a página de links, pá¡ginas de amigos (consegui, finalmente, criar uma o/ ) e mais algumas coisinhas inúteis, sabem como é.
Assim que puder responderei comentários. Com essa coisa de colocar o blog no ar e arrumar tudo não fiz nada disso ainda.
Bem, tinha mais alguma coisa pra falar aqui, mas nã£o me lembro o que…
See'ya!

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